O fim da carta frete.

Nota Amo Caminhões: Estou viajando a negócios, e ouvi um assunto em um posto que parei para abastecer sobre o fim da carta frete.

Ao chegar no hotel resolvi pesquisar e vi que era verdade mesmo

Com o final da carta frete, terão muitos prejudicados, pois a carta frete sempre serviu como um adiantamento para o motorista que faz longas viagens, e não conta com CTF para abastecimento, mais enfim, veremos no que vai dar…

Cicero Alvez – Equipe Amo Caminhões

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A vida na Boléia

“Ser caminhoneiro geralmente não é uma escolha, é um sonho”, é assim que Marcos José Fracoski, que ganhou um Iveco Strallis 2010 no prêmio Caminhoneiro do Ano da Caravana Siga Bem, define sua profissão.
Marcos Fracoski recebendo seu Iveco Stralis (Foto: Caravana Siga Bem / Divulgação)

Marcos Fracoski com a chave na mão recebendo seu Iveco Stralis (Foto: Caravana Siga Bem / Divulgação)

Marcos é caminhoneiro há 22 anos, mas conhece as estradas desde criança, quando viajava com o pai. “Meu pai e meus tios eram caminhoneiros. Todas as férias eu viajava na boléia do caminhão e ficava fascinado com aquela vida. Apesar de meu pai não apoiar e não querer que eu dirigisse caminhão, eu segui a estrada e o meu coração”.
Hoje, aos 40 anos, Marcos entende a preocupação do pai, mas não se arrepende de sua escolha. “É muito bom estar sempre na estrada, conhecer novos lugares, ver a paisagem passando; conhecer novas pessoas, percorrer o Brasil. Quando eu era solteiro, viajava para longe e via muito mais coisas. Hoje, prefiro ficar perto da minha família e não fico mais de uma semana fora de casa. Trabalho por eles e preciso sempre estar por perto”.
É para realizar sonhos como o do Marcos que a Iveco investe constantemente em tecnologia, para desenvolver caminhões cada vez melhores. Nosso objetivo é proporcionar as melhores experiências e colocar nossos clientes sempre à frente.
Na semana do caminhoneiro a Iveco homenageia os trabalhadores das estradas que colaboram diariamente para o crescimento do Brasil.

“Ser caminhoneiro geralmente não é uma escolha, é um sonho”, é assim que Marcos José Fracoski, que ganhou um Iveco Strallis 2010 no prêmio Caminhoneiro do Ano da Caravana Siga Bem, define sua profissão.

Marcos é caminhoneiro há 22 anos, mas conhece as estradas desde criança, quando viajava com o pai. “Meu pai e meus tios eram caminhoneiros. Todas as férias eu viajava na boléia do caminhão e ficava fascinado com aquela vida. Apesar de meu pai não apoiar e não querer que eu dirigisse caminhão, eu segui a estrada e o meu coração”.

Hoje, aos 40 anos, Marcos entende a preocupação do pai, mas não se arrepende de sua escolha. “É muito bom estar sempre na estrada, conhecer novos lugares, ver a paisagem passando; conhecer novas pessoas, percorrer o Brasil. Quando eu era solteiro, viajava para longe e via muito mais coisas. Hoje, prefiro ficar perto da minha família e não fico mais de uma semana fora de casa. Trabalho por eles e preciso sempre estar por perto”.

É para realizar sonhos como o do Marcos que a Iveco investe constantemente em tecnologia, para desenvolver caminhões cada vez melhores. Nosso objetivo é proporcionar as melhores experiências e colocar nossos clientes sempre à frente.

Na semana do caminhoneiro, a Iveco homenageia os trabalhadores das estradas que colaboram diariamente para o crescimento do Brasil.

Fonte: Blog da Iveco

Caminhoneiros entram na justiça para garantir diárias

O acordo entre caminhoneiros e a Bunge Alimentos, fechado entre o Sindican de Londrina e a Bunge de Maringá (PR), caiu por terra na manhã de hoje, 7. Indignados pela falta de cumprimento do acordo, os motoristas entraram com um ação judicial, em Pelotas, para apreender a carga, com direito de venda, para saldar o prejuízo, conforme a lei, explica Rafael Vidoretti, representante do Sindican paranaense.

Quando os caminhoneiros chegaram ao escritório da Bunge, no posto Ongaratto, pátio onde estão parados desde segunda-feira da semana passada, 28, aguardando a chamada para descarregar, funcionários disseram que a Bunge Alimentos do Rio Grande não havia recebido nenhuma autorização de pagamento das diárias. “O acordo foi feito em Maringá (PR). A Bunge Sul é que não quer acertar. Assim, o acordo não saiu de dentro da sala”, frisa Rex.

O acordo, fechado na tarde de quarta-feira, 6, segundo Jair Rex, caminhoneiro à frente do movimento, previa o pagamento de R$ 0,60 a tonelada/hora e 12 horas de prazo para descarregamento. “A lei é clara. É R$ 1 por tonelada/hora e cinco horas de prazo. Mas concordamos para não perdermos ainda mais, pois tem gente aqui parada há 10 dias”, relata.

Os motoristas não descartaram o fechamento da BR-392 se a Bunge Alimentos não cumprir o acordo. E enquanto caminhoneiros e funcionários do escritório discutiam o cumprimento do acordo, outros impediam a saída de qualquer caminhão do pátio. Preocupados com a segurança do local, a Polícia Militar foi acionada pela Bunge.

Fonte: Jornal Agora

O dentista estradeiro

O projeto “Sorrindo com a Ford”, idealizado pelo cirurgião dentista Cássio de Melo, percorreu 408.076 km desde o seu início, no dia 10 de abril de 2000. A ação promove a higiene bucal e atende gratuitamente caminhoneiros e comunidades carentes de todo o Brasil.Os procedimentos são realizados dentro de um caminhão Ford Cargo 815 eletrônico com baú, o famoso Odontomóvel – um consultório móvel que já percorreu 22 estados brasileiros e atendeu 39.886 caminhoneiros. “É um projeto referência para o nosso país, pois os cuidados com os dentes são essenciais para a saúde.

Com o patrocínio da Ford, percorremos o Brasil e levamos na bagagem mais esperança e cidadania ao povo brasileiro”, afirmou Cássio. O programa também oferece palestras a crianças em creches e escolas dos municípios visitados. Além disso, realiza campanhas de prevenção ao câncer bucal.

Dados do Odontomóvel

Início: 10 de abril de 2000
Km percorridos: 408.076 km.
-267 municípios.
-22 estados brasileiros.
-39.886 caminhoneiros.
-11.123 pessoas de comunidades.
-Ações e palestras em 162 escolas para 82.337 crianças.
-Kits de higiene bucal e folders distribuídos: 133.356.
-Procedimentos Realizados: 147.043 (consultas, profilaxias, raspagem, restaurações, cirurgias e emergências). Não estão computadas as ações nas escolas.

Fonte: Bagarai

Sofisticação no mercado de trabalho exige maior qualificação profissional

Nos últimos anos, o mercado de trabalho brasileiro cresceu e se sofisticou. Mesmo em atividades que não exigiam muito estudo, agora é preciso saber usar um computador, por exemplo.

Imagine passar cinco dias por semana na estrada. “É a vida que a gente escolheu, a gente tem que seguir ela”, afirma o caminhoneiro Antônio de Souza Silva.

Filho de caminhoneiro, Antônio conhece as dificuldades da profissão, mas gosta do trabalho e sabe que precisa estar preparado. “Porque não é só dizer que vai dirigir. Se você não sabe mexer no computador de bordo, ele não sai”, revela.

Com teclado e mostradores digitais, os caminhões estão, cada dia, mais tecnológicos. Para conhecer melhor a máquina, Antônio foi para uma escola, encaminhado pela empresa onde trabalha. “Eu não tenho qualificação em nada. Aí ela me trouxe até aqui para ficar um profissional no jeito que ela quer”, conta.

Ele viajou quatro mil quilômetros do Ceará até o Rio Grande do Sul para se qualificar. Walace veio de Pernambuco. O caminhoneiro Paulo Ricardo Testa veio do Paraná e ressalta: “no mercado, está faltando muito motorista que tenha experiência não só de estrada, mas que tenha acompanhado as novas tecnologias”.

“Tem empresa com um monte de caminhão parado por falta de mão de obra. E um caminhão, um equipamento de R$ 500, R$ 600, R$ 700 mil, parado dentro do pátio, convenhamos que é um péssimo investimento”, declara o instrutor de mecânica Marcelo Padilha.

A estimativa é que, em dez anos, o Brasil precise de mais um milhão de carreteiros, mas faltam centros de treinamento. Um deles, em Vacaria, na Serra Gaúcha, é um dos poucos no país. Foi criado por transportadoras preocupadas com a falta de motoristas. “Como praticamente 65% de todo transporte é rodoviário, é feito por modal rodoviário, nós achamos que irá acontecer um incremento muito grande nessa atividade”, aponta o coordenador do Centro Treinamento, Renato Luís Rossato.

Esse é o caminho que muitas empresas já estão seguindo no país: buscando por conta própria a formação de profissionais. Se o destino é o crescimento econômico e o aumento da produção, precisamos decidir como queremos chegar lá: se pela velha estrada já gasta, cheia de buracos, que pode levar a prejuízos, ou pela pavimentada, visivelmente melhor, mas, que exige mais tempo e investimentos.

Assim também é com a mão de obra. A melhor não fica pronta da noite para o dia e precisa de manutenção. “Nós temos que valorizar o profissional técnico e as escolas técnicas, expandir essa rede de escolas técnicas para oferecer vagas, porque hoje não conseguem suprir”, diz o professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral.

O problema é tão grave que as empresas estão contratando jovens antes mesmo de terminarem o curso. “Já estou empregada, e o objetivo que eu tenho é de concluir o curso e já continuar na própria empresa”, afirma uma mulher.

“Para se ter uma ideia, a gente está começando agora as aulas. Praticamente 70% dos alunos que estão começando o primeiro dia de aula já estão empregados”, declara o gerente educação profissional do Senai de Minas Gerais, Edmar de Alcântara.

Na turma de técnicos em mecânica ferroviária, no Senai, em Belo Horizonte, os 11 alunos já foram contratados. A coordenadora de seleção de pessoas Fabrícia Gomes de Oliveira sempre recruta profissionais no local para a empresa dela. Ainda assim, ela tem que investir em treinamento. “Temos tido bons resultados, mas a gente observa que ainda há uma demanda por uma continuidade de qualificação, quando esses profissionais chegam até a empresa”, revela.

“A gente está vivenciando algumas modificações no mercado que são importantes. Quando a gente vai pensar na construção civil, o tipo de emprego que está sendo exigido é aquela pessoa que saiba trabalhar com novos materiais, um porteiro que precisa de um pouquinho de informação de informática, porque ele tem que olhar para algumas telas, entender ali a questão de segurança”, destaca o professor Márcio Salvato, do Ibmec.

Novas qualificações, mesmo em antigas profissões, é um investimento inevitável de quem quer pegar carona no crescimento econômico do país. “Por isso que a empresa está me dando essa oportunidade de pagar esse curso para mim, para pegar mais conhecimento, ter mais qualificação no mercado. Eu estou muito satisfeito”, diz o caminhoneiro Antônio de Souza Silva.

Fonte: Jornal Nacional

Empresas têm 53% dos veículos do RNTRC e autônomos quase 46%

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) registrou 489.387 transportadores de carga para terceiros no País. E uma frota de 1.329.390 caminhões no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC), iniciado em 2009 e finalizado em 31 de dezembro de 2010. As empresas representam apenas 14,55% dos registros, mas detêm 53,28% dos veículos. Os autônomos, por sua vez, respondem por 85,4% dos registros e possuem 45,95% dos caminhões (ver tabela).

Segundo o RNTRC, a idade média da frota dos autônomos é de 18,9 anos, enquanto os das empresas de transporte têm 8,5 anos e os das cooperativas, 14,4 anos. A idade média de toda a frota é de 13,3 anos.

Estima-se que boa parte dos transportadores, principalmente autônomos, não tenha feito o registro. E a ANTT alerta que quem for flagrado pela fiscalização da agência ou da Polícia Rodoviária Federal dirigindo sem o registro atualizado será autuado. Os valores das infrações variam de R$ 550 a R$ 5.000.

Além disso, segundo a agência, a contratação de um transportador rodoviário de cargas sem inscrição no RNTRC ou com inscrição suspensa ou cancelada também sujeita o embarcador contratante ao pagamento de multas.

A maior parte dos caminhões registrados está na categoria de “caminhão simples de 8 a 29 toneladas”: são 460.973 do total. Na sequência vem os “semirreboques”, que totalizam 371.676. Na categoria “caminhão trator”, foram registrados 303.053 veículos e, como bitrens, 1.970.

Fonte: Revista Carga Pesada

Aos melhores motoristas

Os 30 melhores colocados na competição Melhor Motorista de Caminhão do Brasil, realizada no ano passado pela Scania, receberão mais um prêmio pela posição que alcançaram na disputa: um curso para aperfeiçoamento da condução.
Os motoristas premiados foram vencedores das etapas regionais e finalistas da competição, que contou com mais de 28 000 inscritos.

O bom resultado proporcionou-lhes um treinamento realizado pela Scania, com duração de 40 horas e módulos teóricos e práticos, que, segundo a própria fabricante sueca, conta com exercícios que ensinam os condutores a minimizarem os desgastes de freios, embreagem, entre outros componentes, e reduzirem ainda em cerca de 10% o consumo de combustível.

De acordo com a Scania, os motoristas aprendem técnicas que ajudam tirar o melhor aproveitamento do torque e potência dos caminhões. Contudo, outros interessados também podem participar do treinamento, que é ministrado nos centros de treinamentos regionais da Scania, localizados em Salvador, BA, Caxias do Sul, RS, Marituba, PA, Cuiabá, MT, Contagem, BH, e São José dos Pinhais, PR.

Fonte: Transporte Mundial

O martírio dos caminhoneiros

A revista Caminhoneiro entrou em contato com algumas unidades do Serviço Social de Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat) espalhadas pelo País que possuem equipes que trabalham dando assistência direta aos caminhoneiros.

Segundo José Valdecir Capille, gerente Sest/Senat Guarulhos – Posto Sakamoto II, SP, “nessa unidade atendemos profissionais de todos os tipos de vínculo com o transporte, tanto autônomos, agregados como funcionários registrados. Os problemas mais comuns são os relacionados à pressão arterial alta, colesterol, estresse e coluna”, diz.

Para José Capille, ultimamente e graças às diversas campanhas que realizamos, notamos que os profissionais do volante estão mais preocupados com a sua saúde. Estão mais conscientes, fazem exames regulares nas unidades do Sest/Senat, bem como com seus médicos particulares.

A maioria dos caminhoneiros utiliza algum tipo de medicamento, variando desde simples analgésicos a remédios controlados, devidamente orientados por seus médicos.

Já o Centro Assistencial e Profissional Integrado do Trabalhador em Transporte (Capit), de Foz do Iguaçu, iniciou suas atividades no dia 4 de abril de 2010. Dentre os serviços prestados pelo Sest/Senat Foz do Iguaçu/PR, encontra-se o de fisioterapia. “É um projeto piloto que inclusive iniciou-se apenas em algumas unidades”, diz o Dr. Fisioterapeuta Giovanni Martello.

Ele explica que o atendimento na área de fisioterapia iniciou-se tímido, porém à medida que os trabalhadores foram conhecendo o serviço, o fluxo aumentou deliberadamente ao ponto de completar a agenda de dois meses adiantados.

A média de atendimento é de sete pacientes/dia, sendo que o horário de atendimento é das 08:00 às 12:00. Já foram atendidos, em alguns dias, 10 pacientes neste mesmo horário. Os perfis dos pacientes são tanto autônomos (caminhoneiros, escolares, taxistas), quanto agregados e contratados.

Os problemas que apresentam são basicamente músculos-esqueléticos, sendo a principal patologia a Lombalgia Postural (que é um problema de dores na região lombar ou toraco-lombar associado a grandes encurtamentos musculares, principalmente por permanecerem muito tempo sentados e serem sedentários).

“Um grande problema que enfrentamos é a falta de conscientização em relação à saúde. Todos os pacientes não tinham qualquer tipo de informação sobre posicionamento, postura adequada no trabalho, em casa e, principalmente, sobre atividades físicas”, fala Martello.

Dos trabalhadores do transporte atendidos, nenhum deles fazia uso de medicamentos específicos para o problema atual, porém 30% fazem uso de algum outro tipo de medicamento.

Segundo o fisioterapeuta, para que haja uma melhora na saúde física dos caminhoneiros, é necessária primeiramente uma conscientização da importância da manutenção da postura ideal para a sua respectiva função. É preciso, também, estimulá-los para que realizem alongamentos diários específicos para os grupos musculares mais solicitados durante o trabalho. Por último, não menos importante, a realização de uma atividade física que possa fazer com certa frequência.

Outra unidade do Sest/Senat muita ativa nos atendimentos desses profissionais é a de Curitiba/PR. Ela atende entre 150 e 200 caminhoneiros/mês. Desse total, 70% motoristas autônomos e 30% funcionários de empresas. Dr. Walcimir Rolandi Vieira, médico do trabalho e clínico Geral da Unidade de Curitiba, explica que os problemas de saúde que eles mais apresentam são hiperlipidemia (consiste em concentrações elevadas de gorduras no sangue), obesidade e lombalgias.

De acordo com o Dr. Vieira, os caminhoneiros estão mais preocupados com o seu estado físico. Esse é o resultado de campanhas, mutirões, blitz da saúde, comandos médicos e palestras.

Rever Conceitos

Segundo Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina Ocupacional da Abramet, (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) apesar de o caminhoneiro brasileiro estar mais consciente em relação aos cuidados com a sua saúde, o homem é avesso a restrição aos seus hábitos, controle médico, dietas, exames preventivos e tudo que se possa planejar em termos de prevenção no sentido de mantê-lo saudável e em consequência com boa qualidade de vida. Mas com todas as dificuldades para mudanças de comportamento temos a obrigação de conscientizá-lo da real necessidade, principalmente quando o vemos submetido a fatores de risco que não temos dúvida que o levarão às doenças. “E observem doenças crônicas, evolutivas e incapacitantes. A coisa é grave, precisamos de cuidados, deixar de olhar para isso é permitir o surgimento de problemas”, alerta Dr. Rodrigues.

Dentro de uma cabine, onde trabalha se alimenta e dorme, sem as condições de higiene necessárias em relação ao sono, a confecção do seu alimento, na eliminação dos despojos, na higiene corporal, sem o lazer, isolado e confinado em ambiente tão restrito e hostil para tal, e mais submetido às doenças endêmicas e tropicais por onde circula.

“As doenças primárias ou pré-existentes como hipertensão arterial, diabetes, distúrbios de colesterol, triglicérides, doenças respiratórias e cardiocirculatórias e muitas outras estão presentes no universo dos nossos motoristas”, diz Rodrigues. O acesso ao controle ambulatorial torna-se difícil em função de estar sempre em trânsito e não ter com isso disponibilidade para um agendamento, um controle ambulatorial.

As atitudes incorretas que comprometem a saúde como uso de álcool, tabaco, alimentação inadequada, privação do sono, rebite, excesso de horas trabalhadas e outros, são fatores importantes que comprometem e levam ao desequilíbrio orgânico e, conseqüentemente, às doenças.

Não bastasse tudo isso, outros componentes ocupacionais participam do dia a dia desse trabalhador concorrendo para as doenças ocupacionais como as perdas auditivas, zumbido nos ouvidos, dores musculares difusas e localizadas, degeneração da coluna vertebral, varizes de membros inferiores, tendinites, artrites, doenças respiratórias e outras.

Para o Dr. Dirceu parte desses problemas vem pela falta de liberdade diante das opressões, bem como essas características de condições subumanas de vida e de trabalho, ainda de absoluto desrespeito à dignidade de uma pessoa, pela imposição de chefias, gerências, tanto do remetente como do destinatário. “É pressão de todos os lados, é o martírio do nosso motorista rodoviário, caminhoneiro”, lamenta.

É a saúde física, mental e social comprometida. Lembramos que saúde é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o bem-estar físico, mental e social o que não vemos nessa atividade.

De acordo com o Dr. Dirceu Rodrigues os nossos caminhoneiros não gozam de plena saúde e não sabemos como resistem a tanto sacrifício. Múltiplos fatores de risco caracterizados principalmente pelo ruído, vibração, variações térmicas, gases, vapores, fuligem, trabalho repetitivo, exposição a microorganismos, produtos químicos, acidentes, estresse psicológico e social, tudo formando uma malha fina envolvendo o homem. “Necessitamos de critérios ou protocolos para ultrapassarmos essa malha fina, buscando permanentemente a melhor qualidade de vida no trabalho. A saúde é o elemento essencial na direção veicular”, diz o doutor.

Fonte: Revista Caminhoneiro

ANTT discute regulamentação do cartão-frete

Após a extinção da carta-frete – documento que a transportadora emite para o caminhoneiro autônomo como forma de adiantamento pelo frete -, a ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres) passa discutir a regulamentação de uma nova forma de pagamento. Por meio de audiência pública, a Agência abriu a proposta da resolução que estabelece a criação de um meio de pagamento eletrônico alternativo ao depósito em conta: o cartão-frete, de forma que cada transportador possa usufruir do dispositivo.

Conforme as regras, o contratador poderá disponibilizar valores como frete, combustível e vale-pedágio obrigatório, desde que estejam vinculados a uma contratação de serviço de transporte rodoviário de carga. Esse valor creditado – exceto a quantia destinada exclusivamente ao pagamento do vale-pedágio – poderá ser gasto livremente pelo portador do dispositivo, tendo a possibilidade de realizar compras e saques com o cartão, ou até transferir o valor para sua própria conta-corrente.

Ainda de acordo com a proposta, o usuário poderá pedir um cartão adicional, a ser usado livremente pelo dependente. O texto define ainda as regras para a criação do cartão, que poderá ser operado por diversas empresas que tenham recursos tecnológicos para oferecer o serviço.

A audiência ocorrerá no dia 15 de dezembro, a partir das 14h na sede da ANTT, em Brasília (DF). Qualquer pessoa interessada no assunto poderá participar da audiência, podendo contribuir com sugestões ou contestações.

Fonte: Portal Transporta Brasil