Banco Volkswagen registra mais de 78 mil novos contratos

No primeiro trimestre de 2012, o Banco Volkswagen comercializou 78.941 novos contratos de financiamentos, conforme dados do Banco Central. Desse total, o segmento de automóveis foi responsável por 53.521 financiamentos; o de caminhões e ônibus respondeu por 6.105 contratos e peças e acessórios registrou 16.093 operações. Nos três primeiros meses do ano, a carteira de crédito da instituição acumulou R$ 21 bilhões e os novos negócios movimentaram R$ 790 milhões.
Em relação a 2011, o desempenho do Banco Volkswagen nas vendas totais de veículos da marca Volkswagen obteve comportamento positivo no primeiro trimestre. No ano passado, a média de participação dos três primeiros meses foi de 30,2%. Já em 2012, este volume chegou 30,4%. No setor de Caminhões e Ônibus a média de vendas da instituição foi 45,4% de todo o mercado.
Para o diretor-presidente da instituição, Décio C. de Almeida, os resultados do primeiro trimestre são positivos, apesar de o desempenho de início de ano ser, historicamente, mais moderado. Segundo o executivo, a perspectiva para 2012 é de crescimento contínuo, com elevação do número de operações a partir dos próximos meses. “Além das nossas taxas e condições bem atrativas, temos um cenário promissor, com inflação mais controlada e consumo aquecido”, conclui.
O Consórcio Nacional Volkswagen registrou 28.657 cotas vendidas. Com este volume, a média mensal ficou em 9.550 cotas, 41,6% acima da alcançada no mesmo período do ano passado, que obteve volume médio de 6.744 por mês. A Volkswagen Corretora de Seguros gerou 28.248 apólices, número 14,7% maior do que as 24.620 do mesmo período do ano passado. Do total, 17.886 são referentes a casco e 10.362 a proteção financeira. Já a Volkswagen Serviços Financeiros – formada pelo Banco Volkswagen, Consórcio Nacional Volkswagen e Volkswagen Corretora de Seguros – totalizou 140.235 operações, índice 8,4% superior ao primeiro trimestre de 2011, quando gerou 129.332 negócios.
Duplicação da Tamoios começa em maio
O governo do Estado de São Paulo anunciou ontem, terça-feira (24/04), que começará as obras de duplicação do trecho do planalto da SP-99, a Rodovia dos Tamoios, (km 11,5 ao km 60,48), logo após o feriado de 1º de maio. Com investimento de R$ 557,4 milhões, as obras serão executadas pelo Consórcio Encalso-S A e tem previsão de entrega de 20 meses. “Esta é a maior intervenção dos últimos 40 anos, ligando a sétima maior cidade do Estado, São José dos Campos, à capital do pré-sal, Caraguatatuba, e ao porto de São Sebastião”, afirmou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

fonte portal o carreteiro

Apta apresenta caminhões linha VW Euro 5 a clientes

A Apta Caminhões e Ônibus de São Bernardo do Campo/SP, apresentou ontem, terça-feira (03/04), a linha de caminhões Volkswagen Advantech, veículos fabricados com motores que atendem à norma do Proconve P7, atual fase da lei de controle de poluentes. Durante o evento, cerca de 400 pessoas, entre clientes, transportadores e outros profissionais do segmento puderam conhecer os 25 novos veículos Advantech, com destaque para os modelos Constellation, Worker e Delivery.

fonte : portal o carreteiro

Volks lança Amarok com transmissão automática com oito marchas

A Volkswagen lança em abril a versão automática da pick-up média Amarok, modelo com oito marchas. Segundo a fabricante, com a mudança no câmbio, o motor do veículo trabalha de forma mais eficiente, proporcionando maior economia no combustível e agilidade no desempenho. Além disso, a capacidade de reboque da Amarok aumentou para 2.860 kg (em subidas até 12%), o motor biturbo passou da potência 163 cv para 180 cv, mudanças que atendem às normas da fase L6 do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) para veículos a diesel. A adequação à nova regulamentação foi obtida com a introdução de um filtro de partículas (DPF – diesel particulate filter), que reduz o nível de emissões de material particulado. A Amarok com os motores L6 deve ser abastecida somente com diesel do tipo S-50, disponibilizado nos postos de serviço desde janeiro deste ano. Os proprietários serão orientados no manual do veículo e no bocal do tanque de combustível sobre a necessidade da utilização do Diesel S-

fonte : portal o carreteiro

Teste – Caminhão na medida certa

Clique para ampliar a imagem Motor de 367cv de potência, turbo de geometria variável e cabine grande e confortável são itens que merecem destaque no Constellation 25.370 6X2, o extrapesado que chegou para reforçar a bandeira levantada pela Volkswagen de que seus caminhões são desenvolvidos para atender na medida as necessidades do mercado de transporte rodoviário de cargas

João Geraldo

O transportador de cargas rodoviárias, seja ele autônomo, agregado, ou frotista, espera de cada lançamento da indústria brasileira de caminhões mais do que um novo produto no mercado. Isso porque o veículo já sai da linha de montagem com sua missão definida e deve agregar capacidade técnica para cumpri-la com eficiência. Feito sob medida, o caminhão atual traz uma carga de tecnologia distribuída em toda sua extensão, a qual se traduz ao atender as expectativas do cliente nos quesitos desempenho, conforto e segurança, entre outras exigências.

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Cabine dispõe de espaço para guardar objetos e conta com um console cuja tampa se transforma em uma mesinha

Um desses novos produtos é o Constellation 25.370 6X2, um caminhão da família de extrapesados da Volkswagen, a qual inclui também outras duas versões, a 19.370 4X2 e a 31.370 6X4, e que juntas formam uma “nova geração” de produtos da marca. Como destaque principal, é equipada com um moderno motor de 367cv de potência, o NGD 370, produzido pela MWM International, na cidade de Canoas/RS. Para equipar a nova família Constellation, este propulsor passou por certas alterações, após trabalho desenvolvido em parceria com o departamento de engenharia da Volkswagen.

Após rodar com uma unidade cedida pela Volkswagen Caminhões e Ônibus à Revista O Carreteiro, ficou a constatação de que se trata de um motor “valente”, que surpreende com sua litragem pouco acima de nove mil cm3. Se mostrou eficiente para tracionar – em boa velocidade de cruzeiro (entre 70 e 80 km/hora) – um conjunto bitrem carregado no peso de balança – 57 toneladas de PBTC.

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Sistema híbrido Volksnet é uma solução oferecida pela montadora para rastreamento e monitoramento do veículo em tempo real, com cobertura dentro e fora do território brasileiro

Mas cabe acrescentar que em termos de desempenho o veículo não pode ser comparado a outros modelos com motores de maior litragem e maior potência para arrastar a mesma carga, itens pelos quais o transportador tem de pagar mais também, caso os queira. Além disso, depois que o motorista se torna mais íntimo do Constellation – e aprende a trabalhar com ele – passa a tirar maior proveito do trem de força e a mantê-lo em bom ritmo na estrada sem forçar o equipamento ou penalizar o consumo.
O motor NGD 370 tem também como destaque – entre outros detalhes técnicos – o turbo com o sistema de geometria variável, uma tecnologia que faz a diferença no desempenho do veículo, conforme foi verificado durante uma viagem realizada pela equipe da Revista o Carreteiro.

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O painel do Constellation é descomplicado e o volante de direção, de bom diâmetro, conta com várias regulagens

É provável que os carreteiros ainda vão ouvir muito pelas estradas falar sobre turbo de geometria variável. Em poucas palavras, o turbo-compressor está atrelado a um sistema de comando eletrônico que varia continuamente o ângulo de abertura de suas palhetas. Isso ocorre conforme o motor é exigido. E no caso específico do motor do VW Constellation, o turbo-compressor Multi Turbo System (MTS), nome dado pela montadora para identificá-lo e diferenciá-lo dos demais, possibilita maior rapidez e eficiência nas respostas do motor aos comandos do carreteiro.

O sistema MTS executa também a função de freio motor no escapamento através de um recirculador e resfriador que aproveita parte dos gases da exaustão, a qual retorna à câmara de combustão e produz a combustão a temperaturas mais baixas e com menos emissões de poluentes. Enfim, trata-se de um motor que dá conta do recado.

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A cabine leito é equipada com um colchão que atende motorista de qualquer porte

Durante nossa viagem, foi possível perceber também – nos trechos de rodovia em declive – a performance do freio motor de 360cv de potência. O sistema é integrado eletronicamente à turbina, tem atuação no cabeçote do motor, e opera em duas fases. Denominado de Dual Power Brake (DPB), proporciona aumento na velocidade média operacional, na potência de frenagem e na velocidade em declives. Tudo isso com menos trocas de marchas, conforme comprovamos ao descer trecho de Régis Bittencourt (BR-116) conhecido como Serra dos Noventa, entre a capital paulista e o Vale do Ribeira/SP.

O VW Constellation conta também com uma transmissão reconhecida pelo mercado como um produto eficiente. É a ZF 16S 1685TD, com 16 velocidades sincronizadas, cujo escalonamento de marchas é favorável ao carreteiro, pois o ajuda nas rotas de longas e médias distâncias, com menos trocas de marchas. É uma caixa fácil de trabalhar, com engates suaves e precisos. Isso se deve, em parte, ao sistema de engate pneumático, que associado ao pedal da embreagem não exige esforço do pé do carreteiro, e torna a condução mais agradável.

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O teto conta com alçapão (de série) e a parte superior frontal da cabine oferece espaços para aparelhos e porta-objetos

Outro item que merece destaque no Constellation 19.370 6X2 é o levantamento parcial – ou total – do terceiro eixo para dar maior tração ao veículo, porque parte do peso da carga é transferida para o eixo de tração do cavalo-mecânico. Este recurso é acionado através de um botão no painel de controle do veículo. Também merece destaque o sistema de bloqueio transversal do diferencial, item de série na versão 25.370. Este recurso proporciona maior tração ao veículo nos trechos de subidas e o acionamento é feito através de simples toque do motorista em um botão no painel.

Outra característica importante do veículo é o conforto e o silêncio que imperam a bordo da cabine com o veículo trafegando em velocidade média de 70/80km/hora. É uma condição que se deve ao sistema de suspensão da cabine bem resolvido, que conta com amortecedores frontais e traseiros com regulagem e evita as vibrações que incomodam o motorista e ajudante, principalmente nas viagens mais longas. O sistema é de série no Constellation 25.370.

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Cabine tem bom isolamento termo- acústico, basculamento hidráulico e garantia de seis anos contra corrosão

Além do espaço e conforto que disponibiliza para os ocupantes, itens que são motivo de orgulho da Volkswagen em relação à cabine da linha Constellation, o ambiente interno é bem ventilado, principalmente em razão do teto alto com escotilha. Esta cabine tem garantia de fábrica de seis anos contra corrosão.

O console – cuja tampa se transforma em uma mesinha quando fechada – incorpora espaço porta-trecos e complementa com sobra outros espaços no interior da cabina, como os bolsões nas portas – destinados a guardar objetos e documentos da carga e do caminhão – e os nichos na parte superior frontal. O volante de direção – com quatro raios e bom diâmetro – oferece várias posições de regulagem, enquanto o painel de instrumentos, por sua vez, é simples e descomplicado, oferece boa visibilidade para o motorista e disponibiliza todas as funções necessárias para a operação do caminhão.

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Motor VW NGD 370 gera 367cv de potência e conta com a tecnologia do turbo de geometria variável, que ajuda a manter torque alto em baixas rotações

A parte analógica do painel de instrumentos conta com velocímetro, conta-giros e marcadores de pressão do freio, da temperatura do motor, da pressão do óleo e combustível, enquanto outras informações geradas pelo computador de bordo são acessadas pelo menu, e aparecem num display também de boas dimensões. “Menos não compensa e mais também não é preciso”, expressou, satisfeito, ao final da viagem, nosso motorista, ao parafrasear a propaganda da VW.

FICHA TÉCNICA
MOTOR
Modelo NGD 370 – Turbo e Intercooler
Tipo / Cilindrada 6 cilindros em linha /9.354
Potência líquida máxima 367cv (273kw) a 2000rpm
Torque máximo kgm 163,3 (1600NM) – 1.100
-1.400rpm
Sistema de Injeção Hydraulic Eletronic Unit Injector
(HEUI)
TRANSMISSÃO
Caixa de mudanças ZF 16S 1685 TD com resfriador
de óleo
Número de marchas 16 à frente sincronizadas e
duas à ré
Relação 1a 16,41:1/2a 13,80:1/3a
11,28:1/4a 9,49:1/5a 7,76:1/6a
6,53:1/7a 5,43:1/8a 4,57:1/9a
3,59:1/10a 3,02:1/11a 2,46:1/
12a 2,08:1/13a 1,70:1/14a
1,43:1/15a 1,19:1/16a 1,00;1
- Ré 15,36:1 e 12,92:1
EIXOS TRASEIRO MOTRIZ
Modelo Méritor MS 23 185
Relação de redução simples 3,42:1
RODAS E PNEUS
Aro das rodas 8,25 X 22,5
Pneus 295/80 R 22,5
VOL. DE ABASTECIMENTO
Tanque de combustível Em alumínio. 1 de 380 l + 1
de 240 l = 620 l
Cárter 44 l com filtro e 40 l sem filtro
Caixa de mudanças 13,0 l
Eixo traseiro 21,0 l
PESOS (CAPACIDADE TÉCNICA)
Eixo dianteiro 6.100kg
Traseiro 22.000 kg
Total admissível 28.100 kg
PBT homologado 23.000 kg
PBTC 57.000 kg
Capac. Máx. de tração 60.000 kg
 fonte Portal O carreteiro

Modelo ZF 8HP passa a equipar também a picape Volkswagen Amarok

A ZF – uma das empresas líderes mundiais no fornecimento de sistemas de transmissão e tecnologia de chassis para o setor automotivo – atingiu a marca expressiva de mais de um milhão de unidades em transmissão automática de oito marchas  referente ao volume produzido desde 2006.

A transmissão ZF 8HP é fornecida às principais marcas premium da Europa, desde 2008, como Alpina, Audi, Bentley, BMW, Jaguar, Land Rover e Rolls-Royce. A partir de abril passará a equipar a picape Volkswagen Amarok, comercializada no Brasil.

Este modelo tem capacidade de ser até 11% mais econômico que as caixas convencionais de seis velocidades. Mudanças de marcha confortáveis e rápidas – abaixo do limiar da percepção humana -, eficiência na redução do consumo de combustível e o opcional sistema start-stop automático, são outros diferenciais deste tipo de transmissão; que ainda pode ser combinada e integrada a diferentes sistemas, como all-wheel drive (sistema em que todas as todas possuem tração) híbrido leve ou até híbridos completos, neste caso, com até 25% de economia de combustível.

A ZF irá investir na construção de uma planta, em Greenville, na Carolina do Sul, EUA, para atendimento de contrato de licença com a Chrysler.

Perspectivas 2012 – MAN Latin America


Setor em suspense
O presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, avalia como complexas as perspectivas para os segmentos de caminhões e ônibus para os próximos meses, o que inclui o ano que vem. O representante da fabricante, porém, tem claro na cabeça as diversas incógnitas que pairam sobre o mercado de veículos comerciais pesados, bem como para o setor automotivo.

Cortes aponta como uma das primeiras variáveis a preocupar o setor a indefinição do comportamento das economias externas, principalmente no que diz respeito aos Estados Unidos e à Europa. Segundo o dirigente, o cenário internacional se mantém como um exercício de imaginação. “Ainda não é possível identificar os desdobramentos da crise e qual serão os reflexos disso no Brasil.”

Depois, o presidente MAN Latin America, também em função do que poderá ocorrer lá fora, questiona a rota pela qual se conduzirá a economia doméstica: se pela via do controle ou por ações desenvolvimentistas. “Não dá para afirmar se o governo manterá uma política interna como a que estamos presenciando até agora, baseada em benefícios e em incentivos, embora seja animador pensar nos impulsos que teremos com os futuros eventos esportivos e os investimentos do PAC na infraestrutura, aliás, deficiência brasileira que merece solução urgente.”

A provável – e esperada – antecipação de compra de caminhões antes da entrada em vigor das novas leis ambientais do Proconve P7, em janeiro, e como o mercado irá reagir aos aumentos de preço dos novos produtos são duas outras apreensões manifestadas pelo presidente da MAN Latin America.

“Gostaria de saber o tamanho desta antecipação de compra. O mercado ainda não se definiu totalmente por esta decisão. Depois, tenho um problema: sou contra fazer estoque quando não se tem para quem vender. Além disso, também quero entender de que maneira o transportador aceitará repasses de 10% a 20% no preço final do caminhão.”

Ainda que o horizonte se encontre nebuloso, Cortes estima mercado em torno de 170 mil caminhões para 2011, o que resultaria em uma alta de quase 9% sobre o ano passado, e uma expansão de pelo menos dois dígitos em 2012. “Ano que vem deveremos ver um crescimento por volta de 10% no mercado, na produção e também com as exportações muito próximas disso.”

Ônibus. Cortes atribui as mesmas dúvidas que permeiam o mercado de caminhões na análise para o segmento de ônibus. Revela, no entanto, entusiasmo em relação o Caminho da Escola, programa do governo com objetivo de renovar frota de veículos escolares, o que contribuirá para encerrar 2011 com 30 mil ônibus negociados, aumento próximo de 7% na comparação com 2010. O representante da fabricante ainda aposta no mesmo índice de 10% de crescimento no ano que vem.

“Na verdade são estimativas prematuras, porque acredito que ninguém ainda dimensionou o real impacto proporcionado pela redução dos juros, pela ascensão social e até mesmo pela Copa do Mundo na economia brasileira.”

Embora ainda fazendo contas dos prováveis efeitos do que pode acontecer no mundo e consequentemente no País, o presidente da MAN Latin America dá fim nos próximos meses ao ciclo de investimento de R$ 1 bilhão alocado na fábrica de Resende, RJ, para aumento de capacidade, novos produtos, tecnologia e pesquisa. Entretanto adiantou que espera para, em breve, anunciar mais uma bolada, destinada ao acompanhamento do crescimento dos próximos cinco anos, de 2012 a 2016.

A companhia também, em recente decisão, anunciou investimento de US$ 15 milhões na ampliação de suas operações no México. A empresa produzirá por lá, em regime de SKD, os caminhões Volkswagen Constellation e maior leque de opções dos chassis Volksbus para o aquele mercado.

Boa dose de otimismo de Roberto Cortes também se deve aos novos produtos que estão para chegar com a entrada em vigor do Proconve P7, em janeiro. No seu horizonte curto está a introdução dos extrapesados com a marca MAN, modelos inéditos no mercado nacional, e a decisão da empresa em oferecer tanto a tecnologia EGR, de recirculação de gases, quanto SCR, de redução catalítica, em sua linha de veículos. “Estou realmente surpreendido com o desempenho dos motores que preparamos. E cabe dizer que o EGR, principalmente para os ônibus médios e pesados, será um diferencial de mercado, pois nenhuma outra concorrente nossa optou por oferecer essa tecnologia.”

Fonte: Autodata

Meio milhão em Resende


Por: Vinícius Romero revista Autodata

A fábrica da MAN Latin America em Resende, RJ, chegou à produção de seu veículo número 500 mil no início do mês de agosto, ainda antes de completar o décimo-quinto ano de operação. Sozinho, o revolucionário Consórcio Modular, processo produtivo criado para a unidade fluminense, respondeu por 78% de toda a produção da empresa e fez da marca Volkswagen a líder do mercado interno de caminhões nos últimos nove anos.

Em números: enquanto nos primeiros quinze anos a então Volkswagen Caminhões e Ônibus fabricou 140 mil caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo, SP, e na antiga unidade do Ipiranga, em São Paulo, a unidade de Resende fez quase quatro vezes mais em período inferior. Resende, é verdade, montou alguns veículos antes disso, mas em linha experimental em galpão alugado no Polo Industrial de Resende.

Se a fábrica fluminense fechou 1997 com pouco mais de 8,7 mil caminhões e ônibus produzidos em um turno de trabalho, hoje suas linhas rodam em três turnos com o auxílio de cerca de 7 mil trabalhadores. Nessa toada cravou 68 mil unidades no ano passado, recorde histórico, e neste ano, até julho, já produziu 46 mil.

Esse ritmo em nada lembra os primeiros anos de Resende, quando somados os cinco primeiros, por exemplo, fabricou 75 mil, pouco mais do que alcançou só no ano passado. E a participação média da então Volkswagen Caminhões e Ônibus, que antes da inauguração de Resende era de 10% a 12% no segmento de caminhões, hoje gira em torno de 30%.

“Graças à flexibilidade e à inovação de Resende nos tornamos os maiores fabricantes e exportadores de caminhões do País. E, sem dúvida, o empenho de todos os envolvidos no negócio – nossos colaboradores, parceiros e revendedores – foi fundamental para a competitividade de nossa fábrica”, diz Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America.

Marketing. Para atingir tal marco a MAN investiu fortemente em ousada estratégia de marketing ao longo de sua história. Em 1995, o fim da Autolatina fez nascer duas empresas: Ford Caminhões e a Volkswagen Caminhões e Ônibus. Naquele momento a companhia alemã ainda não possuía fábrica. Foi então que surgiu a unidade de Resende, com o conceito de consórcio modular. Mas como explica Ricardo Alouche, diretor de vendas e marketing da MAN Latin America, no começo foi preciso tornar a marca conhecida:

“Os índices de lembrança de marca eram pouco relevantes. A Volkswagen é uma marca que tem sessenta anos no País, mas as pessoas lembravam somente do Gol, Santana, Passat, Golf etc. Pouca gente sabia que a Volkswagen produzia caminhões também. Portanto, o objetivo era fazer com que fôssemos lembrados e vistos como uma das melhores produtoras de veículos pesados também”.

Eis que surgiu a ideia do conceito sob medida, que para Alouche não é só um conceito, mas sim uma “filosofia de trabalho, parte da cultura de empresa”. Segundo ele, o cliente comprava um caminhão novo, bonito, com padrão alemão. “Mas mesmo com tanto trabalho e sendo tão caro ter um processo de alta qualidade o cliente ia na primeira esquina e modificava o veículo”. A solução foi informar aos clientes que os caminhões já atendiam às necessidades de cada um:

“Nós procuramos reduzir o tempo de entrega de produtos sob medida, cada vez mais adequado à necessidade real do cliente, sem necessidade de adaptação. E começamos a passar a mensagem de que temos o produto certo, para a rota certa, para o cliente certo e com capacidade certa, promovendo as campanhas com a ideia do produto sob medida”.

Uma das razões que fez essa estratégia dar certo foi o fato de atingir até a dona de casa. Alouche cita a dona de casa como um símbolo para dizer que as campanhas abrangem não só os possíveis clientes, mas todo o público. Com isso, na visão dele, foi possível incentivar a divulgação boca-a-boca:

“A dona de casa não é compradora do caminhão, mas precisávamos chegar naquela pessoa que não estava no segmento de caminhões, que não conhecia a Volkswagen como produtora de caminhões. A partir do momento que essa dona de casa vê uma grande campanha ela comenta com outras pessoas. E assim incentivamos o boca-a-boca”.

De lá pra cá a empresa desenvolveu várias campanhas reforçando esse conceito. Uma das ações envolveu um acordo entre a Volkswagen, sua agência de publicidade AlmapBBDO e a Rede Globo de Televisão, com o fornecimento de alguns caminhões para o seriado Carga Pesada, estrelado por Antonio Fagundes e Stênio Garcia.

Mas foi em 2008 que o conceito foi premiado internacionalmente no Festival de Cannes, com a campanha publicitária fundamentada em caixas. Alouche revela que “o objetivo era mostrar que se a bebida chegou ali, se o produto chegou ao seu destino, ele chegou com um caminhão sob medida Volkswagen”. O curioso da campanha é que ela fala do caminhão, mas em nenhum momento exibe o veículo rodando, transportando mercadoria.

E essa foi uma difícil missão segundo o diretor de vendas e marketing: “No começo nossa agência não acreditou ser possível divulgar o caminhão sem mostrar o produto. Foi isso que chamou atenção e fez a gente ganhar prêmios. É um conceito que agência, concessionárias e público gostou. O cliente nos deu um retorno muito positivo”.

Alouche explica ainda que, com o sucesso das campanhas, “não há planos para encerrar o uso do conceito sob medida dentro dessa estratégia de marketing. Continuaremos a falar do sob medida para sustentar essa comunicação. Até o fim do ano lançaremos novos produtos e todo novo produto fará parte desse processo de comunicação”.

Organização única. Consórcio Modular é formado pela MAN e mais sete empresas, onde à MAN mesmo cabe o desenvolvimento dos produtos, certificação final da qualidade e a comercialização. Dentro da linha de montagem estão Maxion, fornecedora dos chassis, Meritor, eixos e suspensão, Remon, rodas e pneus, Powertrain, motor e transmissão, Continental, interior da cabine, Carese, responsável pela pintura, e Aethra, armação da cabine.

Na análise de Caio Junqueira Arantes, diretor industrial da Aethra, o Consórcio Modular garante agilidade na produção. E vai além: “É um sistema do qual participam vários sistemistas mas que, na prática, funciona como uma organização só. Não é possível nem perceber que existem várias companhias na mesma linha de montagem tal a proximidade entre os fornecedores e a MAN”.

A Aethra, aliás, anunciou em julho seus planos de expansão. Com investimento de R$ 300 milhões erguerá nova unidade produtiva em Resende em terreno às margens da Via Dutra. A previsão é que fique pronta em meados de 2013, gere cerca de 450 empregos e produza sistemas de carroçaria, como conjuntos soldados, eixos e tanques de combustível. São muitos os motivos para o crescimento na visão de Arantes:

“A Aethra é uma empresa que gosta de investir, investe em tecnologia e está sempre aberta a estar perto do cliente. Neste caso o investimento foi muito motivado pela MAN e pelo crescimento do mercado, que está com demanda positiva. Em 2006 tínhamos 311 colaboradores em dois turnos. Hoje são 616 em três turnos. Além disso, a posição geográfica influenciou a decisão, pois fica perto do Rio de Janeiro e de São Paulo e, assim, é possível ter um eixo de fornecimento muito favorável”.

Estratégia. E Resende adquiriu outra importante atribuição: fabricar os extrapesados da marca MAN. O primeiro deles a ser montado aqui será o TGX. O veículo já está em produção para testes desde o ano passado e será apresentado oficialmente na Fenatran, em outubro.

Em termos de marketing, Ricardo Alouche adianta que os produtos Volkswagen Caminhões e Ônibus e MAN receberão tratamentos distintos:

“A VWCO continuará como VWCO e MAN será MAN. Teremos duas campanhas que serão distintas. Nunca utilizaremos a ideia do conceito sob medida para um caminhão MAN e vice-versa. Já temos a estratégia para os produtos MAN formulada e aprovada e a partir do próximo ano o mercado começará a ver as propagandas dos novos caminhões”.