Ausência de S-50 e Arla 32 no mercado dificulta vendas de Euro 5

Por Leandro Tavares
da redação do portal

Há 46 dias da data limite para a proibição da venda de caminhões com motorização Euro 3, o mercado brasileiro ainda não parece favorável para o sucessor Euro 5. A preferência dos compradores está direcionada aos veículos Euro 3 por duas fortes razões: preços inferiores e incerteza quanto à disponibilidade de diesel S-50 nos postos das estradas. Os novos modelos não emplacaram nas vendas das principais marcas representadas no Brasil, tanto que estas, em sua maioria, ainda vendem caminhões Euro 3. E, de acordo com as próprias empresas, os principais vilões dessa baixa nas vendas de Euro 5 são aqueles que prometem ser os grandes heróis do meio-ambiente: o diesel S-50 e o Arla 32.

“Esperamos uma redução nos volumes de vendas no segundo trimestre de 2012, e apostamos na retomada de crescimento da demanda a partir do início do segundo semestre”, afirmou Marcelo Bouhid, gerente de marketing da Iveco. “Acreditamos que o mercado sofrerá retração até que as condições de distribuição do novo diesel S-50 e do Arla 32 estejam mais claras para o transportador brasileiro”, avaliou.

O diretor de vendas do mercado nacional da MAN Latin America, Antonio Cammarosano, também possui sensação semelhante. “Temos verificado que os frotistas estão buscando os veículos Euro 3 em função da dificuldade de encontrar o diesel S- 50 e o Arla 32 neste início de fase. Nota-se claramente, dia após dia, um pequeno aumento pelo interesse  de veículos Euro 5, principalmente oriundo de empresas que possuem programas de sustentabilidade, mas ainda com baixa concretização de vendas”, revelou.

Para conseguir alavancar as vendas de caminhões Euro 5, algumas empresas lançaram no mercado campanhas e promoções. A Scania, por exemplo, já não possui mais em estoque veículos Euro 3, e para incentivar as vendas nesta fase de transição garante a distribuição gratuita de Arla 32 para os primeiro 120 mil quilômetros, promoção válida até março. De acordo com Roberto Leoncini, diretor-geral da Scania no Brasil, não houve a esperada antecipação de compras de veículos Euro 3 no ano passado. “O aumento no volume de vendas no final do ano não chegou nem a 20% e já esperávamos que seria baixo pois o transportador leva em consideração diversos outros fatores antes de fechar uma compra de caminhões, especialmente grandes lotes”.

A Scania, que só tem veículos Euro 5 para entregar, aposta na garantia da Petrobras que haverá diesel S-50 a cada 100 quilômetro de estrada. Já a Foton, que também só tem caminhões Euro 5, possui uma promoção mais ousada: irá distribuir e vender por conta própria tanto o Arla 32 quanto diesel S-50 no primeiros meses do ano. “Acreditamos em uma possível normalização do setor nos próximos seis ou oito meses, quando haverá uma quantidade boa de caminhões Euro 5 no mercado”, conta Marcio Vita, diretor executivo da Foton Aumark do Brasil.

Foto: Divulgação

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Volvo eleva vendas em todo o mundo no ano passado

A crise europeia parece não ter afetado os resultados da Volvo no velho continente. Resultados divulgados ontem pela empresa apontam que a Europa foi o maior mercado do mundo para a marca. Se em 2010 a Volvo vendeu 29.635 caminhões na região, no ano passado este número chegou a 46.635 unidades. A empresa terminou o ano passado com 115.346 veículos emplacados no mundo, número 53% maior do que em 2010. O grande responsável por esse resultado foi o número de licenciamentos na Europa.

Nos Estados Unidos a Volvo também fez bonito no ano passado, registrando um crescimento de 98% em relação a 2010. Os transportadores norte-americanos compraram 25.229 caminhões da marca contra 12. 749 adquiridos em 2010. No mercado sul-americano as vendas cresceram 35% com 25.213 caminhões comercializados (18.639 em 2010).

No Brasil, no ano passado, a Volvo ficou com a quarta posição entre as fabricantes de caminhões com uma participação de 11,04% do mercado nacional com a comercialização de 19.068 caminhões da marca. Já no segmento de pesados a Volvo dominou o mercado nacional com o modelo FH 440, vendendo 8.203 unidades do modelo no ano passado e registrando participação de 17,21% no segmento.

Foto: Divulgação

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Imprudência é principal causa de acidentes em rodovias, diz estudo

O comportamento imprudente do motorista é o principal causador de acidentes nas rodovias federais do Brasil.
É o que aponta um estudo realizado pelo Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, com dados dos anos 2005 a 2009, e divulgado na quarta-feira (23) em São Paulo.
Segundo o professor Paulo Resende, coordenador da pesquisa, essa conclusão partiu do levantamento dos tipos de acidentes registrados nesse período em 533 trechos de estradas brasileiras, totalizando 25 mil km de vias. Os dados foram levantados junto à Polícia Rodoviária Federal e concessionárias.
Ocorrências como colisão, abalroamento (mudança de faixa com choque lateral) e saída de pista, que respondem respectivamente por 37,45%, 22,34% e 16,35% de todos os casos de acidentes em 2009, são considerados imprudência do motorista pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Dos 10 trechos com maior número de acidentes, dois deles ficam em São Paulo: a Rodovia Castello Branco (SP 280) e a Rodovia Presidente Dutra (BR 116-SP).
Para Resende, fatores como alta velocidade, excesso de confiança, manobras perigosas e falta de experiência ao volante são os grandes responsáveis por ocorrências com feridos e mortos em rodovias públicas e privadas no período analisado.

Qualidade das rodovias

A pesquisa aponta que, entre 2005 e 2009, o número total de acidentes com feridos diminuiu 10,4% nas rodovias privadas.
Porém, nas rodovias públicas, esse índice subiu 12,08% no mesmo período. Em acidentes com mortes, entre 2005 e 2009, os índices permaneceram mais ou menos os mesmos: cerca de 6% nas ocorrências aconteceram em rodovias públicas e aproximadamente 3% em rodovias privadas.
Contudo, para Resende, não existe a possibilidade técnica de comprovar que uma determinada rodovia é mais perigosa que a outra.
“Os acidentes acontecem porque, em uma estrada com melhores condições de tráfego, o comportamento do motorista é de imprimir velocidade”. “Já em uma estrada precária, de pista única, menos movimentada, o motorista acha que consegue fazer uma ultrapassagem arriscada por conhecer a rodovia”, completa Resende.
Para o pesquisador, o comportamento do brasileiro precisa ser adequado nos dois casos. “O motorista precisa começar a conviver com estradas boas e ter responsabilidade nas estradas ruins”.
FONTE: Agência T1

Trabalho sob pressão

O carreteiro amanhece e anoitece sob pressão, numa rotina desgastante de compromissos profissionais a serem cumpridos, sem falar nos inevitáveis problemas domésticos que precisam ser resolvidos resultando em situações que são potencializadas e acabam se refletindo diretamente no seu bem-estar físico e mental. Essa pressão, geradora de estresse – aliada aos maus hábitos alimentares e falta de exercícios físicos decorrentes da atividade – é prejudicial à saúde, como todos sabem. Porém, as mudanças climáticas que acontecem durante as viagens, de uma região para outra, ou mesmo das estações do ano, também se constituem num risco para a saúde do carreteiro.

Uma volta pelo caminhão da Scuderia Iveco na formula truck

O piloto Beto Monteiro, a bordo do Stralis de corrida da Scuderia Iveco, fez o melhor tempo dos treinos da pré-temporada na pista de Velopark, vizinha a Porto Alegre (RS). O caminhão da temporada deste ano, o SI-12 (Scuderia Iveco 2012), com melhorias de motor e suspensão, teve um excelente desempenho, Beto registrou 1:08”80”. Esse tempo é recorde da pista e o melhor tempo entre todas as equipes e pilotos que realizaram testes naquele autódromo.

Confira a volta vencedora no vídeo:

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Projeto obriga caminhoneiros a fazerem exames médicos periódicos

A Câmara analisa o projeto de lei 3030/11, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que obriga os motoristas de caminhão autônomos a realizarem exames médicos periódicos. Segundo a proposta, os exames serão repetidos com frequência variada, levando em conta a idade do trabalhador e sua condição de saúde, mas devem ser realizados em intervalos mínimos de dois anos.

As regras quanto à periodicidade dos exames, à exigência de eventuais exames complementares e aos mecanismos de controle para garantir a aplicação da lei serão definidas pelo Executivo. A determinação entrará em vigor 180 dias depois da sanção da lei.

O projeto é semelhante ao PL 2895/08, do ex-deputado Barbosa Neto, que foi arquivado com o fim da legislatura anterior.

Aguinaldo Ribeiro lembra que a legislação não exige de autônomos a realização de exames médicos. “Dificilmente esse profissional terá a consciência e a motivação necessárias para submeter-se a exames preventivos, colocando em risco não apenas seu bem-estar, mas também a vida da população geral que trafega pelas estradas brasileiras”, argumentou.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Rodovias paulistas utilizam asfalto reciclado com pneus

A prática de utilizar asfalto enriquecido com borracha pulverizada proveniente de pneus inservíveis nas rodovias paulistas é lei no Estado de São Paulo desde o início do ano. O objetivo é contribuir para a destinação adequada para as mais de 320 mil toneladas de pneus coletados no País, equivalente a 64 milhões de unidades de pneus de carros de passeio. A prática de utilizar a borracha dos pneus no asfalto já vem ocorrendo desde que a patente que protegia a tecnologia venceu nos Estados Unidos há doze anos. Atualmente, 63% dos pneus inservíveis são utilizados como fonte de energia em fornos de cimenteiras em substituição ao coque de petróleo. Os outros 37% são reutilizados em diferentes finalidades: fabricação de solados de sapatos, borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, tapetes de automóveis e manta asfáltica.


A pioneira em utilizar asfalto reciclado com pneus foi a concessionária Univias, há mais de dez anos, na BR-116. E o governo do Rio de Janeiro recebeu o prêmio internacional da associação Rubber Pavements pela utilização ambientalmente correta de asfalto-borracha na Rodovia RJ-122.


A Rodovia dos Bandeirantes, no trecho entre Campinas e São Paulo, sentido Capital, já está pavimentada com a mistura de massa asfáltica com borracha obtida a partir desses pneus que não são mais usados. De acordo com Guilherme Bastos, gerente de obras da AutoBan, o asfalto-borracha aumenta a vida útil do asfalto. Bastos calcula que o custo fica 25% a 30% mais caro, porém dura 30% a mais que o asfalto normal. A Autoban também refez a pista com reciclagem do asfalto velho, triturado e enriquecido com cimento e pó de pedra em usinas móveis.
Já a concessionária Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes e utiliza o material em mais da metade de todo o pavimento das rodovias administradas, desenvolveu sua própria usina de asfalto capaz de fabricar tanto o produto comum como o asfalto-borracha.

Fonte: Brasil Econômico

ANTT publica resoluções para o transporte de produtos perigosos

A partir de maio deste ano, duas resoluções da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) sobre o regulamento do transporte de produtos perigosos entrarão em vigor em todo o País. As alterações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU), na última semana.
A resolução n.º 3.763, que começa a valer no dia 8 de maio, é a que mais trouxe mudanças, pois define normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que serão aplicáveis a este tipo de transporte. Entre elas, por exemplo, dispõe sobre o conjunto de equipamentos necessários em situações de emergência, e sobre a identificação necessária à movimentação destes produtos – ficha de emergência e envelope.
Outro ponto importante refere-se à sinalização. Segundo a resolução, a identificação da unidade, dos equipamentos de transporte e dos volumes movimentados deve ser feita por meio de rótulos de risco, painéis de segurança e de outros símbolos aplicáveis. Os volumes podem conter informações adicionais sobre os cuidados durante o manuseio dos produtos perigosos.
Outra novidade é a inserção de setas de orientação, que devem ser colocadas nos dois lados verticais opostos do volume e apontar para cima. De acordo com a norma, as setas – que devem ser de cor preta ou vermelha, sobrepostas sobre um fundo de cor branca ou de cor contrastante – precisam figurar dentro de um retângulo, com dimensões proporcionais ao material transportado. Veja abaixo:

Já os veículos carregados com substância líquida – a uma temperatura igual ou superior a 100ºC – ou sólida – a temperatura igual ou superior a 240ºC – também terão uma identificação especial, nas duas extremidades e nos lados. O símbolo deve ser da cor vermelha e triangular, conforme o seguinte modelo:

Já a resolução nº 3.762, que começa a valer no dia 7 de maio, atualiza algumas regras relacionadas a este tipo de transporte. Entre as exigências, o novo dispositivo estabelece que a sinalização pode ser dispensada, após o descarregamento, para os veículos ou equipamentos que não apresentam contaminação ou resíduos dos produtos transportados.
Além disso, a movimentação só poderá ser realizada por veículos e equipamentos com características técnicas e operacionais que garantam condições de segurança compatíveis com o risco correspondente ao material transportado. Também se deve observar o estado de conservação, limpeza e descontaminação, conforme estabelecido pelas autoridades competentes.
A resolução estabelece ainda que o condutor não participará das operações de carregamento, descarregamento ou transbordo de carga, pois as mesmas deverão atender às normas e instruções de segurança e saúde do trabalho, de acordo com as exigências das autoridades responsáveis.

As resoluções completas estão disponíveis nos seguintes links:
http://www.antt.gov.br/resolucoes/08000/Resolucao3762_2012.pdf
http://www.antt.gov.br/resolucoes/08000/Resolucao3763_2012.pdf

Fonte: CNT/NTC&Logística

Degrau por degrau

O consumidor de automóveis não é tolo, mas às vezes acredita em um lindo rostinho. Carros com visual lameiro ou design esportivo podem seduzir mais do que aspectos cruciais em um veículo, como dirigibilidade ou segurança. Entre os compradores de modelos comerciais, a conversa é outra. O que importa é a confiabilidade e o custo/benefício que uma marca oferece para cada frotista. Por isso, leva muito tempo para uma fabricante como a Iveco crescer nesse cenário.